Santa Rita de Cássia
“A Santa das Causas Impossíveis e Segunda Padroeira da Nossa Igreja”Esposa, mãe, viúva e monja. Santa Rita de Cássia é uma das santas mais populares e amadas de toda a Igreja Católica. Na nossa Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, nutrimos por ela um carinho muito especial, venerando-a como nossa segunda padroeira, a quem confiamos as nossas causas mais difíceis.
A Mulher que Viveu Todas as Vocações
Margherita Lotti (carinhosamente chamada de Rita) nasceu em 1381, em Roccaporena, Itália. O facto mais fascinante da sua vida é ter percorrido quase todos os estados de vida de uma mulher cristã da sua época, o que a torna tão próxima dos nossos próprios desafios e sofrimentos.
Contra o seu desejo inicial de ser freira, foi dada em casamento a Paolo Mancini, um homem de feitio violento e envolvido nas rixas políticas da época. Durante anos, Rita suportou a brutalidade com uma paciência e oração heróicas, conseguindo, por fim, a conversão do marido. Infelizmente, Paolo acabaria por ser assassinado.
As Portas Fechadas e o Espinho
Livre dos vínculos familiares, Rita tentou entrar no Convento das Irmãs Agostinianas em Cássia, mas foi rejeitada várias vezes por ser viúva de um homem assassinado. A lenda conta que, numa noite, São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau a transportaram miraculosamente para dentro do convento com as portas trancadas. Perante o milagre, as freiras aceitaram-na.
O Estigma da Paixão
Aos 60 anos, enquanto rezava fervorosamente diante de um crucifixo pedindo para partilhar a dor de Cristo, um espinho soltou-se da coroa de Jesus e cravou-se profundamente na sua testa. Rita carregou esta ferida dolorosa durante os últimos 15 anos da sua vida, como sinal físico do seu amor pelo Senhor e da sua união ao sofrimento redentor da Cruz.
As Rosas, os Figos e as Abelhas
A vida de Santa Rita está repleta de episódios poéticos onde a natureza parece curvar-se à sua santidade:
- O Milagre da Rosa: No inverno rigoroso, já acamada e próxima da morte, Rita pediu a uma prima que lhe trouxesse uma rosa e dois figos do seu antigo jardim em Roccaporena. Apesar da neve e do frio impossível, a prima foi ao jardim e encontrou uma rosa vermelha desabrochada e dois figos maduros. É por isso que as rosas são o grande símbolo de Santa Rita.
- As Abelhas Brancas: Conta a lenda que, quando Rita era bebé e dormia num cesto no campo enquanto os pais trabalhavam, um enxame de abelhas brancas pousou sobre a sua boca, depositando mel sem a picar. No convento em Cássia, diz-se que ainda hoje habita nas paredes uma espécie rara de abelhas sem ferrão, chamadas "Abelhas de Santa Rita".
Imagem de Santa Rita de Cássia, a nossa segunda padroeira, venerada na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda.
A Devoção na Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda
Santa Rita é a segunda padroeira da nossa igreja. A sua presença entre nós não é um acaso, mas um convite constante à esperança face ao impossível:
- Advogada dos Casos Desesperados: A sua vida ensina-nos que nenhuma porta está verdadeiramente fechada para Deus. Se enfrenta um momento na família, na saúde ou na profissão que parece não ter solução, confie na sua intercessão.
- Construtora da Paz: Numa sociedade tantas vezes dividida, Rita é a santa da reconciliação familiar e do perdão. Peça a sua ajuda para curar feridas antigas e divisões no seio da sua família.
- Oração das Rosas: Quando visitar a nossa Igreja, pare uns minutos diante da imagem da nossa querida co-padroeira. Traga-lhe as suas preocupações e leve consigo o perfume da sua confiança inabalável em Jesus.
Views: 0