A Partida e o Chamamento do "Homem Novo": O Envio de Cinco Caminheiros do 485
Sob a luz quente da grande fogueira de conselho e o olhar fraterno da nossa comunidade escutista, o Agrupamento 485 celebrou um dos momentos de maior profundidade e significado no percurso de um jovem: a Partida de Caminheiros. A cerimónia teve lugar na noite do passado dia 18 de Setembro, na envolvência da natureza em Janas.
O Agrupamento 485 reunido em Fogo de Conselho em Janas, testemunhando este momento de passagem.
Foi nesta atmosfera de comunhão, reflexão e oração que cinco jovens deram o seu passo de envio. Referimo-nos, com orgulho, à Inês Castilho, à Inês Lopes, ao João Lopes, ao Rodrigo Duarte e ao Vasco Almeida.
A Mística e o Significado da Partida
A cerimónia da Partida não representa, de modo algum, um fim. É, na verdade, um envio missionário para o mundo. É o momento solene em que o Caminheiro conclui o seu trajeto educativo nas secções juvenis do Escutismo e assume o compromisso público de aplicar tudo o que aprendeu na sua vida adulta. A mística desta etapa é a do peregrino: aquele que não se acomoda, que procura ir sempre mais além e que faz do serviço o seu modo de ser e de estar na sociedade.
De cajado na mão e candeia acesa, prontos para iluminar os seus próprios caminhos.
Como podemos observar, a postura de quem parte é revestida de forte simbolismo. O cajado bifurcado que seguram representa o apoio firme para os trilhos difíceis da vida, mas também a constante necessidade de fazer escolhas conscientes, optando pelo bem. A vela acesa, que ilumina os seus rostos na escuridão da noite, é a Luz de Cristo — a Fé e a Verdade que são agora chamados a proteger, a alimentar e a irradiar para todos os que os rodeiam.
O Ideal do "Homem Novo"
O que a Igreja e o Escutismo pretendem de um Caminheiro que "parte" é que encarne o ideal do "Homem Novo". Inspirado nas palavras de São Paulo, o Homem Novo é aquele que se despoja do egoísmo, do materialismo e da superficialidade, revestindo-se de uma atitude de amor, justiça, solidariedade e disponibilidade incondicional para com o próximo.
O objetivo último do escutismo católico cumpre-se perante os nossos olhos nestes cinco jovens: entregar à Paróquia e à sociedade cidadãos de caráter bem formado, proativos, construtores da paz e, acima de tudo, testemunhas vivas da alegria do Evangelho.
À Inês Castilho, à Inês Lopes, ao João Lopes, ao Rodrigo Duarte e ao Vasco Almeida, a nossa Paróquia deseja um caminho abençoado e pleno de sentido. Que vivam sempre como este "Homem Novo".
Independentemente dos caminhos que o futuro vos reservar — quer decidam dar continuidade ao serviço no nosso movimento tornando-se Noviços a Dirigentes, quer escolham servir a Igreja e o mundo através de outros projetos, profissões e vocações familiares —, saibam que levam convosco a marca indelével do Escutismo. Estamos convosco.
Boa caça e um excelente caminho!
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